Projeto de divulgação da memória do Marabaixo, maior tradição cultural do Amapá

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sobre a interrupção da Campanha Vamos Sonhar Juntos


Ontem, publiquei no meu blog Cinema Independente na Estrada, hospedado no Digestivo Blogs, o texto intitulando "Ajustando o Rumo", no qual atualizo informações sobre a Campanha Vamos Sonhar Juntos. Resumidamente, interrompi agora em junho, ao chegar a Alagoas, a viagem que empreendia desde abril para realizar ensaios fotográficos com o objetivo de financiar a edição do livro As Tias do Marabaixo. O principal motivo foi o grande número de cancelamentos de ensaios que haviam sido encomendados nos estados do Maranhão e da Paraíba. Enfim, como eu digo ao final do texto citado, "não se pode acertar sempre, não é?" 

Aproveito para ressaltar aqui neste blog informações que já foram destacadas na página do projeto no Facebook: durante a viagem, os curtas-metragens da série As Tias do Marabaixo receberam destaque no Pará. O jornal O Liberal publicou uma foto do curta Tia Biló, ao noticiar a abertura de inscrições para a Oficina de Cinema Independente que realizei no final de abril em Belém. Durante a Oficina, exibi alguns dos curtas da série para os alunos - foi a primeira exibição de curtas das Tias no Pará (vale lembrar, quando todas as homenageadas nasceram, foram registradas como paraenses, pois o Amapá só foi criado em 1943).

Além disso, imagens do curta Tia Zezé no Encontro dos Tambores foram exibidas no começo de junho durante a entrevista que concedi ao quadro "Vitrine" do programa Circuito, da TV Cultura do Pará, antecipando as comemorações dos 7 anos do blog Som do Norte (que entrou no ar em 3 de agosto de 2009). Gravei a entrevista usando a camiseta com a imagem da capa do livro - não chegou a ir ao ar a parte em que falei mais detidamente do projeto As Tias do Marabaixo, como desdobramento lógico e natural da iniciativa "Som do Norte".

Enfim, a campanha foi interrompida, mas isso significa somente que (a princípio) o livro não será mais lançado na data que projetávamos (novembro deste ano). O livro será lançado, sim, apenas de momento não tenho como estimar uma data exata para isto ocorrer.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Tia Biló em noite inspirada na Quarta da Murta do Laguinho (veja vídeo)

Quem frequenta as festas de Marabaixo no Centro Cultural Tia Biló, à rua Eliezer Levy, quase esquina José Tupinambá, no bairro do Laguinho, em Macapá, já se acostumou a ver a própria Tia Biló, 91 anos, acompanhando a festa, sentada em sua cadeira junto à parede da sala onde ficam guardadas as coroas do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade. Sempre elegante, com sua flor no cabelo e vestida com as cores escolhidas pela Associação Cultural Raimundo Ladislau para as festas de cada ano, raramente Tia Biló aproveita o momento da festa para entoar ladrões de Marabaixo. Uma das ocasiões recentes em que isso aconteceu, aliás, coincidiu com minha presença junto com a equipe da Graphite Comunicação, em pleno encerramento do Ciclo do Marabaixo de 2014, e deu origem a meu curta-metragem Tia Biló, incluído no ano passado no acervo itinerante do FestCineAmazônia, de Porto Velho. 

Por isso, foi uma grande surpresa quando ontem, após cantar "É de manhã, é de madrugada", o mesmo ladrão registrado no curta, Tia Biló seguiu cantando uma verdadeira antologia de clássicos do Marabaixo, ao longo de quase duas horas - passava um pouco das 19h30 quando ela começou a cantar, e só por volta de 21h30 seu bisneto, Iury Soledade, assumiu o comando da roda. O feito é notável sob todos os aspectos, afinal estamos falando de uma pioneira do Marabaixo no tradicional bairro do Laguinho; única filha viva de Mestre Julião Ramos, Benedita Guilherma Ramos comanda há 57 anos comanda, nessa mesma casa, os festejos do Ciclo do Marabaixo. 

Durante todo o tempo que tia Biló cantou, numa noite de Quarta-Feira da Murta do Divino Espírito Santo (festa que só acaba ao amanhecer, com o levantamento do mastro em honra ao Divino), os tocadores da Associação Raimundo Ladislau e os da visitante Associação Raízes da Favela permaneceram em volta da cadeira da matriarca, dispostos num semicírculo, claramente indicando uma deferência ao momento tão especial, já que o usual é que os tocadores, juntamente com dançadores e dançadeiras, dancem em círculos pelo salão, no sentido anti-horário. Outra providência adotada especialmente para o momento ímpar foi o cadenciamento das caixas de Marabaixo, que eram tocadas mais suavemente enquanto Biló cantava os versos dos ladrões, e mais forte no momento em que cantadores como Munjoca Ramos, Alan Cruz, Iury Soledade, Wendel Santos, Fábio Sacaca, Cássia Pechorz e até a ultrajovem Victória Congó (5 anos) respondiam no coro. 

Entre os sucessos interpretados por Tia Biló, podemos citar "Aonde Tu Vai, Rapaz?", "Irmã Catita", "Lírio Roxo", "Nêgo" e "Guadariõ - nestes últimos, Iury começou a dividir o vocal com sua bisavó, vindo em seguida a assumir o comando da roda, já no formato tradicional que é tão peculiar do Marabaixo em que cantadores, tocadores e dançadeiras rodam continuamente (em outras danças, o mais comum é que quem toca não dance ao mesmo tempo). 

Ao longo destas duas horas, várias pessoas estiveram gravando ao menos parte do canto de Biló - até uma equipe de reportagem da TV Amapá se fez presente em dado momento. Das 1h15 que gravei em vídeo (até que a imprevisível bateria da minha filmadora de bolso me deixou na mão, quando então recorri ao gravador de voz de meu celular), selecionei para dividir com vocês hoje este momento em que Tia Biló canta um ladrão de sua madrinha, Tia Zefa, que há pouco, em 26 de fevereiro, completou 100 anos (sim!!) - trata-se de "Mamãe, Minha Rica Mãe". Uma bela amostra de uma noite que não será esquecida tão cedo! 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Livro será financiado através da campanha #VamosSonharJuntos

Capa do livro As Tias do Marabaixo – 
projeto editorial de  Laryssa Tavares e 
Ana Lidia Moraes a partir de 
fotos de Fabio Gomes 



O fotógrafo Fabio Gomes, 44 anos, prepara-se para passar o ano clicando pelo Brasil. Tornar sua atividade itinerante foi a melhor forma que encontrou para viabilizar a edição de seu livro As Tias do Marabaixo – Cultura Tradicional do Amapá em Fotografias, cuja publicação irá comemorar seus 25 anos na profissão. Gaúcho de Porto Alegre, Fabio também é cineasta e jornalista, já tendo nove livros publicados; começou a fotografar desde que se tornou repórter de jornal, na cidade de Bento Gonçalves (RS), em 1991.

- O livro As Tias do Marabaixo, meu primeiro apenas de fotos, reúne 200 imagens das mais de 10 mil que fiz nos últimos três anos, registrando as comemorações do Ciclo do Marabaixo em Macapá, com especial atenção a cinco senhoras idosas negras que são consideradas referências desta manifestação cultural de matriz africana cuja origem remonta ao século 18 – explica Fabio Gomes. – São elas: Tia Zefa (100 anos completados agora em 26 de fevereiro), Tia Chiquinha (falecida há um ano, aos 94), Tia Biló (91 anos), Natalina (83 anos) e Tia Zezé (76 anos).

A obra chegou a entrar em pré-venda em dezembro, porém o valor apurado não foi suficiente para garantir a edição – entre design e impressão, são necessários R$ 15 mil para rodar os 2 mil exemplares projetados; parte da tiragem será doada para as famílias das homenageadas.

- Optei por fazer uma edição independente para garantir que o livro saia da forma que considero a melhor para o registro e a difusão desta manifestação cultural tão característica do Amapá. Dificilmente uma editora do centro do país faria uma tiragem deste porte para um tema ligado ao folclore da Amazônia – acredita Fabio.

Através da campanha Vamos Sonhar Juntos, lançada na Quarta-Feira de Cinzas, Fabio Gomes está oferecendo seus serviços ligados a fotografia e cinema a preços especiais, a fim de viabilizar a edição do novo livro. O destaque é para o pacote de ensaio fotográfico, cujo valor foi reduzido à metade (apenas R$ 100,00 por quarenta fotos).

- Este de fato é o item da campanha que mais tem chamado a atenção, até porque há uma possibilidade de a pessoa ter o ensaio realizado sem custos e ainda assim ajudar na campanha – comenta Fabio. – Para isto acontecer, basta indicar outras nove pessoas que contratem o pacote de ensaio; quem indicou ganha seu ensaio grátis e recebe ainda um brinde exclusivo, uma camiseta de Agente do Sonho. Além disso, todas as pessoas fotografadas irão ganhar uma camiseta com foto do seu próprio ensaio.

Também fazem parte da campanha: a oferta de análise de portfólio para modelos, atores e atrizes em começo de carreira; a redução de valores para que instituições culturais contratem, de forma conjunta, a sessão comentada dos cinco curtas-metragens da série As Tias do Marabaixo e a Oficina de Cinema Independente que Fabio Gomes criou a partir da experiência de dirigir estes filmes; e até mesmo a possibilidade de a Oficina ser contratada diretamente por grupos de interessados. A oferta destas atividades está detalhada no site www.jornalismocultural.com.br

Para se inscrever, basta mandar uma mensagem para o e-mail gomesfab@gmail.com até 30 de abril, informando nome, idade, cidade e estado onde mora, e serviço pelo qual tem interesse (ensaio fotográfico, análise de portfólio ou Oficina de Cinema). Dúvidas também podem ser encaminhadas para o mesmo endereço. Os pedidos serão atendidos a partir de maio.

- Algumas pessoas ficam na dúvida em se inscrever, já que não moram em Macapá ou Belém, as cidades que são minha base de atuação há seis anos. Quero garantir que as ofertas são válidas para qualquer ponto do Brasil, e toda pessoa que se inscrever será atendida até dezembro – esclarece o fotógrafo. - Ano passado viajei com as sessões comentadas dos curtas das Tias, e também com uma exposição de fotos do making-off do projeto, passando por sete estados.

Até o momento, a campanha já recebeu inscrições de Alagoas, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e São Paulo.

- Projetos fotográficos itinerantes não são exatamente inéditos nem no Brasil nem no exterior – comenta Fabio. – O que talvez seja uma novidade da Vamos Sonhar Juntos é que não há um tema pré-definido, cada pessoa é que irá dizer como quer o seu ensaio. Afinal, o nome da campanha em si já é um convite para se sonhar junto: eu me proponho a fazer as fotos que as pessoas sonham, e elas me ajudam a viabilizar meu sonho de lançar o livro em homenagem às Tias do Marabaixo.

Saiba mais:


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Curtas foram exibidos em aula de História da Unifap

 Foto: Fabio Gomes

Agora pela manhã, estive palestrando sobre o projeto As Tias do Marabaixo para alunos do curso de História da Universidade Federal do Amapá (Unifap), a convite da professora Iris Moraes. Exibi quatro dos curtas lançados no ano passado (o filme sobre Tia Chiquinha será mostrado durante a apresentação de um trabalho de alunos sobre tradições afro-amapaenses). Foi a primeira vez que estive em uma universidade com evento do projeto (anteriormente, alunos da própria Iris e também da professora Piedade Lino Videira, também da Unifap, haviam visitado a exposição de fotos realizada no Amapá Garden Shopping, em setembro de 2014). 

Tive a felicidade de encontrar nesta manhã uma plateia atenta e interessada, que fez muitas perguntas, querendo saber sobre as discriminações que o Marabaixo sofre ainda hoje, aspectos de sua evolução histórica e ainda as diferenças do Marabaixo e do Batuque, entre outros temas. Vários alunos manifestaram a preocupação por não ver uma maior presença do Marabaixo e outras manifestações culturais populares nos currículos das escolas do estado.  



A estes futuros professores de História, tive o prazer de apresentar em primeira mão algumas páginas do livro As Tias do Marabaixo, que se encontra em fase de edição, com lançamento previsto para o primeiro semestre deste ano (na foto ao lado, o logotipo do livro). Comentei também sobre as recentes descobertas que fiz acerca das antigas festas de Marabaixo na localidade de Marabitanas, no interior do Amazonas - ao que tudo indica, tais festas já não existem atualmente no local. 

As fotos em que eu apareço são de autoria de Letícia Santos. 

domingo, 29 de novembro de 2015

Vídeo mostra fotos das Tias no Wasabi Pocket Show

No dia 6 de novembro, duas fotos de autoria de Fabio Gomes que fazem parte da exposição As Tias do Marabaixo foram expostas no varal fotográfico do Wasabi Pocket Show, evento realizado em Paragominas (PA). 

O evento foi uma iniciativa da cantora Mai Momonuki, que escolheu pessoalmente as fotos a serem expostas (saiba mais aqui). 

As fotos aparecem destacadas aos 0:45 do vídeo que reporta o evento, publicado no YouTube nesta quinta, 26. 



  • Em 7/11, os cinco curta-metragens da série As Tias do Marabaixo seriam exibidos na abertura do primeiro Sabailinho, no restaurante Azul com Laranja, em Porto Velho (RO). A exibição não foi possível por questões técnicas. Até o momento, não estão programadas novas exibições dos filmes ou da exposição. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Agenda: Eventos em Rondônia e no Pará



Neste final de semana, o projeto As Tias do Marabaixo será destaque em dois eventos realizados em diferentes estados da região Norte.

No sábado, 7 de novembro, a partir das 20h, os cinco curta-metragens dirigidos por Fabio Gomes abrem o Sabailinho - Seu bailinho de sábado, realizado no Azul com Laranja, em Porto Velho (RO). Também haverá um sarau aberto de poesia e música com o grupo 3DNós, e uma performance musical do percussionista Bira Lourenço.



  • Um dia antes, na sexta, 6/11, em Paragominas (PA), estas duas fotos que integram a exposição As Tias do Marabaixo estarão no "varal fotográfico" do Wasabi Pocket Show, uma iniciativa da artista Mai Momonuki que inicia a partir das 16h na praça Célio Miranda. Além de Mai, irão se apresentar Rafael Costa, Diego Rodrigues, Filipe Santos e Maués. Outros artistas irão dar canjas, e haverá ainda um recital de poesias. A própria Mai Momonuki selecionou estas duas fotos de Fabio Gomes para o evento. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Apresentações do projeto na Bahia


Cuiabá - A viagem para divulgação do projeto As Tias do Marabaixo junto a entidades culturais que possam vir a contratar a mostra das fotos e dos curtas-metragens se aproxima do final. Saí de Macapá em junho, logo após as comemorações do Dia Estadual do Marabaixo (16 de junho) e devo estar de volta para o Encontro dos Tambores (segunda quinzena de novembro). 

Na viagem, passei inicialmente por Belém, Palmas, Paraíso do Tocantins (onde fiz a primeira mostra do projeto fora do Amapá), dali seguindo para a Bahia, onde planejava ficar 3 semanas e acabei permanecendo 3...meses. A estada prolongada na chamada "Boa Terra", além de muito agradável em termos pessoais, também me ajudou a dar uma nova cara ao projeto. Foi em Salvador que estruturei uma nova atividade cultural, a minha Oficina de Cinema Independente, onde divido com os participantes minha experiência em ter realizado os curtas d'As Tias, falando sobre cinema independente, montagem e finalização, festivais de cinema e mercado exibidor. 

Chegando a Salvador em 24 de julho, de imediato contatei as Secretarias de Cultura, no âmbito municipal e estadual e obtive os contatos do principal SESC da cidade (o Sesc-Senac Pelourinho), que me informou que receberia projetos culturais apenas a partir de novembro. Da capital, portanto, eu poderia ir a Jequié, cidade próxima a Vitória da Conquista, onde já estava acertada uma exibição dos curtas, e dali seguir viagem para outros estados. A ida a Jequié, porém, teve algumas mudanças de data: seria em 6 de agosto, ficou para o dia 13 e, devido a uma paralisação de funcionários da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), acabou transferida para 11 de setembro. Essa pausa foi muito bem aproveitada, devo dizer: usei-a para estruturar o conteúdo da Oficina de Cinema, e já comecei a oferecer sua realização para diversas instituições culturais e também de ação social da Bahia. Também coloquei a Oficina à disposição da UESB, de modo que a ida a Jequié em setembro não era mais apenas para exibir os curtas, mas também para realizar na cidade a primeira edição da Oficina. Lá, entre os dias 11 e 13 de setembro, exibi os curtas-metragens d'As Tias do Marabaixo pela primeira vez fora da região Norte, e aproveitei para rodar mais um curta com temática negra e feminina: Você é África, Você é Linda, lançado no YouTube em outubro. Meus agradecimentos à direção da UESB e a Selma de Oliveira, que fez a produção local da Oficina e também atuou no meu novo curta. 


Exibição dos curtas em Jequié - 11.9.15


De volta a Salvador, optei por ficar mais um mês, a fim de contatar instituições dos dois campos (social e cultural) que pudessem se interessar tanto pelo projeto Tias do Marabaixo quanto pela Oficina de Cinema. Aproveitei também alguns eventos, como o seminário Juventude Negra de Terreiro - Desafios do Mundo do Trabalho, realizado no Centro Cultural da Câmara de Salvador em 25 de setembro, para divulgar as duas iniciativas. 

Quando minha estada se aproximava do final, tive uma agradável surpresa: a Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia, um dos órgãos da Secretaria Estadual da Cultura, me convidou para apresentar o projeto na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, no bairro dos Barris. Trata-se da mais antiga biblioteca do Brasil, em funcionamento ininterrupto desde 1811. A princípio, os curtas seriam incluídos em uma das sessões regulares de cinema promovidas pela Biblioteca, programada para o dia 14 de outubro. Mas a direção da Dibip optou por fazer um evento especificamente para mostrar na capital baiana as fotos e os curtas d'As Tias do Marabaixo, no dia 13 de outubro, o que muito me honra e mostra o respeito que esta instituição cultural baiana tem pelo projeto que divulga a cultura popular do Amapá. Na foto que abre o post, vemos alunas do Colégio Estadual Senhor do Bonfim, de Salvador, visitando a exposição de fotos, montada no corredor da Biblioteca. Na foto abaixo, apareço conversando com estudantes desta mesma escola, após a exibição dos filmes. No espaço para perguntas, os jovens baianos se mostraram curiosos sobre se haveria presença de culto aos orixás do Candomblé nas festas de Marabaixo (ao que respondi que não, o Ciclo do Marabaixo festeja o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade). 

Não há como descrever a minha satisfação ao ouvir estes adolescentes nordestinos se dizendo encantados com a vitalidade de Tia Zefa. Ou definindo como "divo" o chapéu que Tia Chiquinha costumava usar. Ou ainda cantando, ao sair da sala de projeção, o refrão da música que faz parte do curta que homenageia Tia Biló: É de manhã, é de madrugada... 

Nesta reta final da viagem, com tempo menor de permanência nas etapas seguintes (Goiânia e Cuiabá, onde me encontro), estou priorizando os contatos com as instituições culturais, mas ainda devem acontecer apresentações do projeto em Rondônia (a confirmar) e Roraima nas próximas semanas. Informarei assim que puder!